quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Exageros


Sempre fui do time dos exagerados. Nunca, mesmo quando quis muito, consegui ser contido. Com a experiência que tenho hoje, sei que minha escala de exageros foi tímida mas grande o suficiente para qualquer um saber de que lado estava. Ultimamente o corpo não ajuda mas a cabeça continua exagerada. Sinto tudo muito intensamente, como se o próximo suspiro fosse o último. Tenho uma certeza tão grande da morte e do desespero que deve ser, chegar naquele instante final e se dar conta que não viveu tudo o que podia viver que, não consigo tocar a vida de outro jeito: tem que ser intenso.
No passado vivi períodos de descontrole total. Comida, sexo, alcool, trabalho, tudo misturado num feixe emocional, físico, tóxico, endorfínico, suicida.
Um lado meu fica feliz com o cansaço da máquina orgânica e o sossego compulsório; o outro, transgressor incansável, estrebucha toda noite com insônias só vencidas  com muito zolpiden.
Esse tema me veio a cabeça neste último dia de 2014 por causa de um show de Etta James que estou assistindo na TV. Essa sim sabe tudo de exagero...wow!

sábado, 27 de dezembro de 2014

O primeiro post a gente nunca esquece



Aqui vamos  nós mais uma vez!
Essa coisa de tentar deixar um registro da nossa passagem sobre este grão de nada cósmico...parece bobagem...e é. Mas, afinal, por que não? É bem divertido conversar consigo mesmo tendo quase certeza de que não será lido. A liberdade é total. Às vezes acho que seria legal ser um caixa de banco para poder desenhar o que quisesse nos fins de semana. Infelizmente, em algum momento tenebroso do meu passado aceitei a idéia de que devia ganhar dinheiro " fazendo o que gosto" bah! Devia ter deixado o que gosto para mim ao invés de sair vendendo, bem barato, por aí. Conclusão: o que eu mais gostava de fazer, (desenhar, pintar, escrever) hoje é minha principal fonte de stress. Mas, paciência. O negócio é tocar o barco.