quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Até o apagar da velha chama...

É assim, triste assim.
A chama se apaga.
Vai o sorriso, vai a tristeza.
Não fica nada.Ou quase nada.
Fica o sonho, memória no coração amigo, o rancor inimigo.
Mas e daí? Para que mais? 
Afinal, para brilhar é preciso queimar, não?




terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Ser ou ter


E e minha companheira somos cada vez mais e temos cada vez menos. Não conseguimos nos apaixonar por uma torradeira elétrica ou um piso vitrificado. Precisamos de uma frigideira para fazer uns omeletes que descobri num video na Internet. Mas vai levar muuuuuito tempo até nos decidirmos entre os 5000 modelos que nos oferecem. Saudade do tempo que uma frigideira podia ser pequena média ou grande. Só isso. Hoje tem de vidro, com e sem tampa, cerâmica, aço, ferro, allumínio, cobre, estanho, pedra etc.. Todas com claras vantagens e gemendo obscuras desvantagens. Assim, continuamos com as nossas velhas frigideirinhas que, afinal, já nos deram carradas de prazer.
Isso tudo é muito bom. Nos dá um certo conforto de alm não ter o vírus do consumo a roer as entranhas o tempo todo. Conheço gente doente disso. Um inferno. Sabem as virtudes e defeitos de cadda uns dos 459 modelos de veículos disponíveis no mmercado. Para mim, todos os automóveis são divididos em dois ou tres grupos. Com porta malas para fora, porta malas embutido e pequeno, e o tal SUV que é um carro sem bunda bem altão. Doente de consumo sabe qual deles tem limpador de vidrios automático, com quantas velocidades etc. e tal. Eu e minha companheira não sabemos nem a placa do nosso carro. No estacionamento é sempre um vexame. Dá impressão que roubamos o veículo.
Enfim, como eu dizia, é legal estar por forhoa de quantos terabites seu computador mastiga por dia, ou quanto custa um filhote de pug (arghh). Bom metsmo é gastar o dinheiro em comida boa, filme bom, comprar tempo para não fazer nada. Ter dinheiro para mergulhar num riozinho bem fresquinho, com gente que você gosta. Isso sim. Shopping não!

Os besourinhos da batata


Os besourinhos da batata,
Roem, roem, procriam e roem, roem, roem.
Os besourinhos acham que a batata é infinita e eterna.
A batata não acha nada,
Os besourinhos da batata roem achando que
A batata é dos besourinhos.
A batata não é de ninguém.
Quando acabar a batata acabam os besourinhos
Mas sem besourinhos as batatas crescem e existem felizes na sua ignorância.




quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Os 4 cartunistas mortos.


Não se fala de outra coisa. O atentado aos joranlistas do Charlie Hebdo abriu uma fenda no peito ocidental. O monstro do mau islamismo cravoou os dentes no coração da liberdade de expressão do ocidente. No primeiro momento a mordida jorrou o mel da vitória que há esta hora já deve ter se nesnaturado no amargor do fel da fuga com cães nos calcanhares Essess mal irmãos que se dizem muçulmanos, podem ter arrumado um grande problema para seus bons irmãos e irmãs islamitas que, queiram ou não foram acolhidos pelo povo francês, pelos costumes francesas, pelas famílias francesas.  Mais uma vez a desinteligência prova o medo do velho Golbery que
dizia pela boca do Gaspari: tenho medo é do bobo, não do filho da puta. O Bobo é o que tem o dedo mole, o penis mais poderoso que o cêrebro e, principalmente, não sabe que é o bobo. Ao contrário julga-se esperto, mais do que isso: iluminado.
O Filho da puta, um sobrevivente natural, tem controle total da situação. Só faz o que resultará em ganhos reais, diretos e sem custos. O Bobo faz uma sujeira danada de sangue, gritos, sémen. mídia, documentos esquecidos no carro de fuga...tudo para poder aparecer para sua pequena quadrilha de  5 ou 5000 caras entulhados em algum gueto encardido ao norte de Paris ou numa caverna ao sul da Turquia. Bobo é internacional,  não precisa documento, falam o esperanto da violência e da ignor\ãncia. Com bem poucos vocábulos dão conta das ordens que precisam para fazer o mundo girar ao contrário.
Sãoo desses bobos que fujo nas ruas. O crack acentua o índice de  bobeira da pessoal e isso chega a ser  benéfico. É fácil evitar um nóia. Ele vem cambaleando pela rua...é fácil ir pro outro lado. Difícil é deixar de dizer boa tarde para o doutor Arthur do 4o. Dr, Arthur é filho da puta. Vê a gente de longe e logo lança mão perfumada  em nossa direção abrindo alas para o inevitável abraço, quem sabe um beijo, que significará para ele, na selfie quase instantânea, um troféu de amizade. Daqui alguns meses você poderá perder uma longa tarde de verão explicando para alguns senhores qual a relação com o desaparecido Dr. Arthur.
Já o Bobo não. Mata, mata, estrupa e morre. Simples e curto assim. O maior perigo de todos é quando se encontra um Paspalhão Filho da Puta do nipe desses dois argelinos...aí é o cão chupando manga.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Desejos 1



O que eu tenho vontade mesmo é de ouvir as músicas que ouço desde sempre, meio de pileque, se possível abraçado com as pessoas que amo. Essa família alternativa que fomos montando na vida. Tenho até uma certa pressa em fazer isso pois a qualquer momento um endócrino ou um nefrologista vai acabar proibindo o pilekinho e aí a coisa fica chocha...Queria ainda surfar no vozeirão do Tim Maia ou nas cachoeiras de lágriamas da Nana...swho knows...Não tenho mais crianças ao meu redor. São todos adultos com problemas e soluções adultas.Percebo que vou aceleradamente para o canto do "café-com-leite". Todos sabem que ainda tenho muita bucha para resolver e respeitam isso mas, também sabem que não é para muito tempo. Eu não tenho muito tempo...eheheheh. Não estou falando demorte, não. Estou falando da vida do pessoalq que já forma jovens por dentre o por fora. Ninguém vai convocar um cidadão de 67 ou 68 abis para virar a noite num fechamento, fazendo um mapa da Eritréia...ainda bem que não heheheh! Mas é isso. Depois de amanha começa um pau dos diabos na minha vida e, tenho certo que de um jeito ou outro dare conta mas, diferente das minhas batalhas de 25 anos atrás essa de hoje não me traz ouro e sonho. Quando muito vem respeito e algum dinheiro. E é aí que tudo muda. A falta do sonho aproxima o muro do fim até o nosso focinho e fica difícil acordar na segunda feira e empurrar o paredão para seu devido lugar.Por outro lado, estou mais preparado do que nunca para tudo que vem por aí: profissinalmente, tecnicamente, socialmente, psicologicamente, tudo está num bom momemnto. O corpo cansa um pouco antes, sim mas, erro menos e assim, tocaremos o barquinho.Amanhã é domingo e vou almoçar com Ailton Ferraz, meu sogro, meu irmão mais velho, homem brilhante, cujo único pecado é ter sucumbido ao peso dos formalismos da primeira metade do século XX e dos quai pretendo falar muuuito aqui. Por hoje basta saber que sei muito bem o caminho das pedras que devo pisar para chegar ao anteparo de seu coração. Mais um domingo, eu e ele, silentes, afastaremos elegantemente os dragões (Sim nós temos grandes dragões) que nos estremessem de medo para abrir espaço ao nosso abraço.Serão 3 ou 4 copos de alguma coisa boa: vinho, cerveja, conhaque, whiskie, uzo, vodka, bagaceira, pinga de alabique, qq coisa. Em 40 minutos seremos os brasileiros mais sábios e felizes desde que esta terra existe. Só perderemos a coroa lá pelas 16h quando o exército do banzo se juntará com as forças d aressaca que nos derrotarão na planícia desarrumada de uma cama qualquer que juraremos ser a última....Lá pelas 22 como Lázaros, nos ergueremos em busca da luz novamente, com nossos peitos arfantes por uma coca ou guaraná gelado que hidrate o esqueleto. É a vida. E tem mais. Porenquanto....